Um sorriso entre a inspetora Raquel e o Professor e eu me vi aplaudindo, com meus pais, o fim da segunda temporada deste, com o perdão de quem pensa o contrário, excelente seriado.
Excelente, repito, em minha opinião, primeiramente porque quebrou aquele preconceito contra produções que não sejam americanas ou inglesas, mas não só por isso.
Se houveram erros, para mim, eles não comprometeram em nada o conceito que tive de “La Casa de Papel”. Pode ter havido personagens pouco explorados. Sim. Pode ter havido clichês? Também. Mas as imperfeições fazem parte.
Para mim, nenhum personagem foi fraco. Todos tiveram seu caráter muito bem construído e demonstrado durante todo o desenvolvimento da história, como Tóquio, uma menina estourada, negligenciada pela família, que entrou para o mundo do crime e viu o namorado ser baleado pela polícia, que passou a odiar; o Professor, um menino doente que viu o pai se tornar um bandido para poder pagar seu tratamento. Ambos revoltados com o sistema da sociedade atual. Mas vejam que o interessante é que, do nada, nos vemos torcendo por pessoas que representam tudo que existe de ruim na sociedade. E caiu a ficha de que a polícia não é nenhuma maravilha, não é mesmo? Principalmente seu mais alto escalão.
Quanto aos clichês... esse é um assunto para uma longuíssima discussão, mas acredito que eles são um ingrediente essencial, quando bem colocados, para o sucesso de qualquer produção. É como ir ao cinema com um balde de pipoca e um copão de Coca-Cola. O filme fica muito mais gostoso. Não tem como dar errado. Portanto, colocados na medida como foram em “La Casa de Papel”, o resultado foi este: sucesso estrondoso.
Mais uma vez me perdoem quem diverge da minha opinião e um beijo!