Já escrevi antes sobre como ler é bom, pelo menos para mim. Então, porque agora não falar sobre filmes? Filmes e livros, permitam-me a analogia, são como sócios. Sócios de uma empresa chamada indústria cultural, a qual já mencionei em meu texto anterior: aquela que tem como objetivo lucrar em cima dos sentimentos das pessoas.
Como reforço dessa comparação, cito o fato de que vários filmes, principalmente nos dias de hoje, são adaptações literárias. Literatura e cinema juntos, com um único objetivo: lucro.
A geração atual é muito ligada às imagens e qualquer um tem que concordar que a tecnologia moderna está ficando cada vez mais sensacional, basta pensar no Blu-Ray. Isso leva à preferência esmagadora pelo cinema em detrimento do livro, e a indústria cinematográfica se aproveita disso. Ambos têm vantagens e desvantagens. O cinema tem um brilho especial, afinal, é considerado a sétima arte. Ele permite que a gente enxergue literalmente aquilo que o seu criador quis mostrar. A imagem, enriquecida pelo som das vozes e músicas, nos leva a um nível de frenesi que faz praticamente flutuar. Mas o livro... Ah! O livro desenvolve a imaginação! Apesar do encantamento do filme, a imagem nos prende, nos limita àquilo que vemos. Mas o texto nos liberta, porque dentro de nossa mente, tudo pode acontecer. A aparência da personagem é dela, e não do ator. A casa da personagem é daquele jeito que eu pensei, e não igual a do cenário.
Diferentemente da literatura, tive extrema dificuldade em escolher o meu filme preferido. Na verdade, não queria ter nenhum e gostar de todos com a mesma intensidade, mas sou humana e, como qualquer outra pessoa, tenho tendências egoísticas. Hoje, tenho certeza de qual é o meu favorito, mas ele ganha por pouco de vários outros. Como já dito anteriormente, acredito que uma das facetas encantadoras do cinema é a mistura da imagem com o som e, por isso, minha produção cinematográfica predileta é um musical, O Fantasma da Ópera, seguido de perto por dois outros: Moulin Rouge e Mamma Mia.
Minha preferência por musicais é simplesmente questão de gosto, mas não descrimino, de forma alguma, os outros estilos: ação, aventura, suspense, terror (por que não?) e as comédias românticas água com açúcar. Aliás, minto. Existe um estilo por que tenho um enorme preconceito, que são aquelas comédias escrachadas que abusam da vontade de fazer o público rir, com cenas desnecessárias de coisas que não precisamos ver, quanto mais pagar para ver. Não cito nomes para não causar mais polêmicas.
Dos três filmes (os meus preferidos), os dois primeiros são fortes e de água com açúcar não têm nada. Só o terceiro que é daqueles que relaxam e fazem bem. Assisto todos com um prazer imenso, porque, para mim, são exemplos do motivo que fazem do cinema a sétima arte. Já diziam os grandes mestres da comunicação que somos capazes de viver por procuração, ou seja, transferir os nossos sentimentos. É o que o filme realiza, porque através dele, nós vivemos um pouquinho daquela história junto com os personagens, do mesmo jeito que fazemos quando lemos, mas de forma um pouco mais concreta, porque estamos enxergando (os lugares, as expressões) e ouvindo.
Por isso acho que cinema e literatura não se excluem, ao contrário, eles se complementam. Não é uma coisa ou outra. O usufruto das duas coisas, acredito, permite uma formação humanística, e não só intelectual, muito mais completa. Por que deixar de ler o livro só porque ele tem adaptação para o cinema? E por que deixar de ir ao cinema só porque o livro já foi lido? Vamos assistir filmes, vamos ler, vamos viver!
Um comentário:
Que legal Flavia! Gostei demais. Cinema e filme são complementares no sentido de aprimorar a cultura e, todas as formas de sua manifestação são válidas.
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