quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O LIVRE ARBÍTRIO

“A expressão efeito borboleta é usada para denominar
um fenômeno no qual uma borboleta, batendo suas
asas na muralha da China, pode provocar uma tempestade
em Nova York”.

Teoria do Caos

Em 2004 o filme Efeito Borboleta fez muito sucesso. Em 2007, outro filme, Babel, com uma história completamente diferente, mas com a mesma essência, também agradou muito o público. Essa essência é a chamada Teoria do Caos. Efeito Borboleta é um filme mais fictício, no qual um garoto descobre que consegue manipular seu passado, mudando completamente sua vida no presente e, conseqüentemente, no futuro. Ele acaba descobrindo que mexer com o tempo, brincar de Deus, é uma coisa séria. Babel, por sua vez, é um filme completamente real, mostrando como um simples ato de dar um presente a alguém no Marrocos, pode afetar pessoas, no Japão e em Nova York.
A Teoria do Caos é a teoria que mais faz sentido entre todas as outras. Se fossemos pensar em todas as conseqüências de cada ato nosso, de cada decisão que tomamos, e de como nós somos afetados pelos atos e decisões dos outros, nos depararíamos com uma teia de tramas tão complexa, que o nosso tempo de vida não seria suficiente para tomarmos conhecimento dela como um todo. Não há como fugir disso, e os dois filmes ilustram muito bem essa conclusão. Analisando tudo o que já foi dito, podemos nos perguntar: mas então, nós somos completamente livres? Não. Estamos todos sujeitos às nossas próprias escolhas, e ás escolhas dos outros. Somos livres para fazer essa escolha, mas depois de feita, viramos escravos das suas conseqüências.
È por isso que devemos ter muito cuidado ao decidir o que vamos fazer das nossas vidas, porque não é só a nós mesmos que essa decisão afeta. Uma pessoa drogada, por exemplo, ao se tornar viciada, mexe com todo o seu círculo de convivência: pais, parentes e amigos. Todos vivem o terror desse vício, mesmo não sendo eles os viciados, mesmo não sendo eles que estão acabando com a própria vida. É assim com uma pessoa que resolve se tornar judia, numa família de cristãos, é assim com uma pessoa que resolve se tornar hippie em uma família tradicional. É como se nosso carma fosse exatamente esse, o de ser livre. O ser humano não podia ter responsabilidade maior do que o direito do livre arbítrio, e se nós estamos condenados a ser livres, é esse o preço que pagamos por viver.

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